Cada verbete traz a definição direta ao ponto e, quando cabe, um botão para acompanhar o preço daquele produto no dia. Toque em uma letra para pular ou role a lista completa logo abaixo.
A prazo
Venda a prazo é quando o comprador leva o produto agora e paga depois, em 15, 30 ou mais dias. Esse tempo de espera tem custo, então o preço a prazo quase sempre vem um pouco acima do à vista. Ao comparar duas ofertas, vale perguntar o prazo antes de achar que uma é melhor que a outra.
Aprenda a ler uma cotaçãoÀ vista
Venda à vista é aquela em que o pagamento sai na hora ou em pouquíssimos dias após a entrega. Por não embutir o custo de esperar pelo dinheiro, costuma trazer um preço um pouco menor que a venda a prazo. É a referência mais limpa para comparar cotações, porque não mistura preço com juros.
Aprenda a ler uma cotaçãoArábica
O café arábica é a espécie mais fina e valorizada, cultivada em altitudes maiores e conhecida pela bebida mais aromática. É a referência das lavouras de Minas e São Paulo e tem cotação atrelada à bolsa de Nova York, em dólar. No copo e no bolso, arábica e conilon são cafés bem diferentes.
Ver preço do café arábicaArroba
A arroba é a medida do boi no Brasil e vale 15 quilos. Só que tem uma pegadinha: no gado ela se refere à carcaça, não ao animal vivo. Como o boi rende em média metade do peso vivo em carcaça, 30 arrobas de carcaça equivalem a um bicho de uns 450 kg em pé.
Entenda saca, arroba e toneladaATR
ATR é a sigla de Açúcar Total Recuperável, a medida de quanto açúcar aproveitável existe em uma tonelada de cana. É por esse índice que a usina paga o produtor, então cana mais rica em ATR vale mais. O preço do ATR é calculado a partir dos valores de açúcar e etanol no mercado, juntando as duas pontas do canavial.
Ver preço da cana-de-açúcarB3
A B3 é a bolsa de valores e mercadorias do Brasil, onde se negociam os contratos futuros de boi, milho, café, soja e dólar. Enquanto o indicador físico mostra o preço de hoje, a bolsa negocia o preço de entregas futuras, revelando o que o mercado aposta para os próximos meses. É nela que produtor, cooperativa e indústria travam preço para se proteger da oscilação.
Entenda Cepea, B3 e PTAXBasis
Basis, ou base, é a diferença entre o preço no mercado físico da sua região e o preço do contrato futuro na bolsa. Ela existe porque frete, qualidade e a oferta local afastam o preço da porteira do preço de tela. Acompanhar a base ajuda o produtor a decidir a melhor hora e o melhor lugar para vender.
Entenda o mercado futuroBeneficiado
Beneficiado é o produto que já passou pelo processamento e está pronto para o consumo, como o arroz limpo e polido no pacote. Ele vale mais que o produto em casca porque embute o custo de industrialização e a perda de peso do beneficiamento. Cada saca em casca vira menos de uma saca de beneficiado, e é essa diferença que separa os dois preços.
Ver preço do arrozBezerro
Bezerro é o animal jovem, comprado para engorda e recria, e por isso sua cotação é um retrato da fase de reposição da pecuária. Quando o boi gordo valoriza, o pecuarista topa pagar mais caro pelo bezerro e o preço sobe na ponta. A relação entre os dois é um dos termômetros mais observados por quem cria gado.
Ver preço do bezerroBoi gordo
Boi gordo é o animal pronto para o abate, cotado por arroba de carcaça. É a principal referência da pecuária de corte e move desde o pequeno pecuarista até a bolsa. O preço da arroba do boi puxa junto o da vaca e o do bezerro, cada um no seu degrau da cadeia.
Ver preço do boi gordoCarcaça
Carcaça é o corpo do animal já abatido e limpo, sem couro, cabeça e vísceras, e é sobre ela que se cota a arroba do boi. O rendimento de carcaça é o percentual do peso vivo que sobra como carcaça, em média perto de 50% no gado de corte. Confundir arroba de carcaça com peso vivo é o erro que faz muita gente achar que o boi está mais caro ou mais barato do que está.
A arroba do boi, explicadaCepea
O Cepea é o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, ligado à Esalq/USP, em Piracicaba. Ele apura todo dia o preço médio de negociação de vários produtos no mercado físico e publica os indicadores que viraram referência nacional para grãos, boi e muito mais. Quando o mercado fala em "indicador", quase sempre está falando de um número do Cepea.
Entenda Cepea, B3 e PTAXCepea/Esalq
Cepea/Esalq é a dupla que dá nome aos indicadores de preço mais usados do agro brasileiro: o centro de pesquisa Cepea e a escola de agronomia Esalq, ambos da USP. Juntos, calculam e divulgam a referência diária de negociação de vários produtos no mercado físico. Ver "Cepea/Esalq" ao lado de uma cotação é o selo de que aquele número é o indicador oficial daquela commodity.
Entenda Cepea, B3 e PTAXCidade
Cidade é a região onde o produto é comercializado, com sua própria dinâmica de oferta, procura e frete. O mesmo grão pode valer diferente em duas cidades a 200 km de distância, porque a briga por volume e o custo de escoamento mudam. Quando a cotação diz "cidade de Sorriso" ou "cidade de Campinas", está dizendo qual mercado local aquele preço retrata.
Aprenda a ler uma cotaçãoCommodity
Commodity é a mercadoria básica e padronizada, produzida em larga escala e negociada por preço mais que por marca, como soja, boi, café, minério ou petróleo. Por ter qualidade uniforme, seu valor é ditado pela oferta e pela procura globais, não por quem produziu. É essa padronização que permite cotar o mesmo produto em bolsas do mundo inteiro.
Ver a tabela de preços do diaConilon
Conilon é o nome brasileiro do café robusta, mais encorpado e resistente, cultivado em terras baixas e quentes, com o Espírito Santo como grande polo. Rende mais por hectare e costuma valer menos que o arábica, mas ganhou espaço firme no blend e na indústria de solúvel. É o café que segura o preço quando o arábica dispara.
Ver preço do café conilonDisponível
Mercado disponível, também chamado de spot ou à vista, é o do produto pronto para entrega imediata, com preço de hoje. É o oposto do futuro, que negocia entregas lá na frente. A diferença entre o disponível e o contrato futuro é o que o mercado chama de base.
Entenda o mercado futuroDólar comercial
O dólar comercial é a cotação usada no comércio exterior, em transferências e em grandes operações entre bancos e empresas. É a taxa que reprecifica o agro exportável e a que aparece nas manchetes de economia. Costuma ser mais barata que o dólar turismo, porque envolve volumes altos e menos custo por operação.
Ver preço do dólarDólar turismo
O dólar turismo é a cotação das operações pequenas, como comprar moeda em espécie para uma viagem. Vem sempre mais cara que o comercial, porque embute o spread da casa de câmbio e o custo de lidar com valores baixos. Serve para o viajante, mas não é a régua do mercado de commodities.
Ver preço do dólarDRC
DRC é a sigla de Dry Rubber Content, o teor de borracha seca contido no látex ou no coágulo que o seringueiro entrega. Como a água não vale nada no negócio, o pagamento se ajusta pelo DRC: quanto maior o percentual, mais borracha de verdade por quilo. É o que impede que o produtor seja pago por líquido em vez de por borracha.
Saiba maisDúzia
Dúzia é o velho conjunto de 12 unidades, e no agro ela reina no preço do ovo. Na porteira e no varejo o ovo se cota por dúzia; no atacado, aparece a caixa de 30 dúzias, ou 360 ovos. É uma das poucas medidas que o consumidor final ainda usa no dia a dia.
Ver preço dos ovosEm casca
Em casca é o produto ainda com a casca, do jeito que sai da lavoura, antes do processamento. No arroz, o grão em casca é o que o produtor vende à indústria, com preço bem menor que o do produto pronto. Comparar o preço do produto em casca com o do beneficiado sem ajustar o rendimento é erro clássico de conta.
Ver preço do arrozEntressafra
Entressafra é o intervalo entre uma colheita e a próxima, quando a oferta minga e os estoques seguram o abastecimento. Com menos produto disponível, o preço costuma subir. É o outro lado da moeda da safra, e entender esse vaivém explica boa parte da sazonalidade das cotações.
Safra e entressafra: a sazonalidadeFrete
Frete é o custo de transportar o produto da fazenda até o comprador, e ele morde uma fatia grande do preço final, ainda mais para quem está longe do porto ou da indústria. Duas cidades com o mesmo produto podem ter preços bem diferentes só por causa do frete. É um dos motivos de o preço que o produtor recebe nem sempre acompanhar o da bolsa.
Como o frete entra no preçoHedge
Hedge é a estratégia de travar um preço hoje para se proteger da oscilação futura, feita principalmente com contratos na bolsa. O produtor que teme queda vende futuro e garante a margem; a indústria que teme alta compra futuro e blinda o custo. Não é aposta, é seguro contra o sobe e desce do mercado.
Entenda o mercado futuroICUMSA
ICUMSA é a escala internacional que mede a cor e, na prática, o grau de refino do açúcar; quanto menor o número, mais branco e refinado o produto. O ICUMSA 45 é o açúcar branco de exportação, referência mundial, enquanto números altos indicam açúcares mais escuros, como o VHP. É a régua que padroniza a qualidade do açúcar no comércio internacional.
Ver preço do açúcarIndicador
Indicador é o preço de referência apurado diariamente para um produto, uma média do que foi efetivamente negociado no mercado físico. Ele não é o preço da sua cidade, e sim uma bússola nacional que o comprador local usa como ponto de partida. Os indicadores mais conhecidos de grãos e boi vêm do Cepea/Esalq.
Entenda Cepea, B3 e PTAXMercado futuro
Mercado futuro é onde se compra e vende hoje um preço para entrega lá na frente, por meio de contratos padronizados na bolsa. Serve a dois públicos: quem quer se proteger da oscilação, com o hedge, e quem quer apostar na tendência. O preço do futuro é uma leitura coletiva da expectativa, não uma bola de cristal.
Entenda o mercado futuroOnça troy
A onça troy é a medida internacional dos metais preciosos e vale cerca de 31,1 gramas. Ouro, prata, platina e paládio são cotados nela nas bolsas de fora, em dólar, e só depois chegam ao Brasil convertidos para grama. Por isso o preço do ouro por aqui é sempre uma conta de três variáveis: a onça lá fora, o câmbio e o peso que você quer.
Ver o preço do ouro por gramaParidade de exportação
A paridade de exportação é o preço que um produto teria no mercado interno se fosse vendido lá fora, convertendo a cotação internacional pelo câmbio e descontando frete e custos até o porto. Ela funciona como um piso: se o mercado interno paga menos que a paridade, compensa mais exportar. É por isso que soja e milho no interior sobem quando o dólar ou a bolsa de Chicago sobem.
Ver preço da sojaPrazo de pagamento
Prazo de pagamento é quanto tempo o comprador leva para pagar depois de receber o produto. Ele muda o preço: cada dia de espera tem custo, então uma cotação a 30 dias não é comparável direto com uma à vista. Antes de escolher a melhor oferta, confira sempre o prazo embutido em cada uma.
Aprenda a ler uma cotaçãoPrêmio de porto
O prêmio de porto, ou prêmio FOB, é o ágio ou deságio pago sobre a cotação da bolsa internacional para entregar o grão em um porto específico, como Paranaguá ou Santos. Ele reflete a demanda de embarque, a fila de navios e a logística do momento. Quando o prêmio está gordo, o produtor perto do porto ganha um plus além do preço de tela.
Ver preço da sojaPTAX
A PTAX é a taxa de câmbio oficial calculada e divulgada pelo Banco Central, uma média das negociações do dólar apuradas em janelas ao longo do dia. Quando alguém pergunta "quanto fechou o dólar", a resposta oficial é a PTAX. Ela serve de referência para contratos, balanços e liquidações no país inteiro.
Entenda Cepea, B3 e PTAXRelação de troca
Relação de troca é quantas unidades de um produto você precisa vender para comprar outro, como sacas de soja por tonelada de adubo ou bezerros por um boi gordo. É um jeito prático de medir poder de compra sem se prender ao valor em reais. Quando a relação piora, o produtor sente no bolso mesmo que o preço nominal esteja subindo.
Ver preço do bezerroSaca
Saca é a unidade de conta dos grãos, e a padrão brasileira pesa 60 quilos. Ninguém mais ensaca soja ou milho de verdade, mas o preço continua sendo cotado "por saca" por pura tradição. Fique de olho no rótulo, porque arroz e algumas hortaliças aparecem em saca de 50 kg em certas cidades.
Entenda saca, arroba e toneladaSaca de 60 kg
A saca de 60 kg é o padrão brasileiro de peso para grãos como soja, milho, café, arroz e feijão. É a unidade em que essas cotações são publicadas, mesmo que o produto viaje a granel no caminhão. Sempre que a tela diz só "saca", presuma 60 kg, mas confirme, porque há cidades que trabalham com a de 50 kg.
Entenda saca, arroba e toneladaSafra
Safra é o período de colheita e o volume produzido em um ciclo agrícola. É quando a oferta jorra e, com mais produto no mercado, o preço tende a ceder. Cada cultura tem seu calendário, e algumas, como o milho, chegam a ter mais de uma safra por ano.
Safra e entressafra: a sazonalidadeSpread
Spread é a diferença entre o preço de compra e o de venda de um mesmo ativo, seja moeda, grão ou contrato. No câmbio, é o que separa o quanto a casa paga pela sua nota do quanto cobra para te vender. Quanto maior o spread, maior o custo embutido em fechar o negócio ali.
Ver preço do dólarTonelada
A tonelada equivale a 1.000 quilos e é a régua do mercado grande: exportação, farelo, açúcar, fertilizante e metais internacionais. Uma tonelada dá cerca de 16,67 sacas de 60 kg, conta que serve para traduzir o preço das telas de fora para a saca do caminhão. Onde o negócio é volume, é ela que manda.
Entenda saca, arroba e toneladaVaca gorda
Vaca gorda é a fêmea pronta para o abate, também cotada por arroba, em geral com preço abaixo do boi gordo. Ela ganha espaço no mercado quando a oferta de boi aperta ou quando o pecuarista decide reduzir o rebanho. Acompanhar o desconto da vaca em relação ao boi ajuda a ler o momento da pecuária.
Ver preço da vaca gordaVolatilidade
Volatilidade é o tamanho e a frequência com que um preço sobe e desce num período. Produtos perecíveis, como as hortaliças, e ativos ligados ao câmbio costumam ser os mais voláteis, mudando de patamar em poucos dias. Quanto maior a volatilidade, mais o momento da venda pesa no resultado de quem produz.
Por que o hortifrúti varia tantoFaltou algum termo que você vê nas cotações e não entendeu? Fale com a gente pela página de contato que a gente acrescenta. E para ver todos esses conceitos valendo na prática, comece pela tabela de preços do dia.
Definições preparadas pela nossa equipe. As referências oficiais citadas seguem suas fontes: câmbio no Banco Central (PTAX), combustíveis na ANP e indicadores de preço no Cepea/Esalq e na B3.