Preço mexe com dinheiro de verdade, do produtor que vai vender a safra a quem só quer saber quanto está o botijão, e por isso a gente acredita que você tem o direito de saber de onde vem cada número antes de confiar nele. Esta página abre a cozinha: mostra, grupo por grupo, qual é a fonte de cada cotação, com que frequência ela é atualizada e como o dado chega até aqui. Nada de caixa-preta. Onde existe uma referência pública e oficial, a gente segue e diz qual é; onde não existe um indicador diário, quem vai a campo é a nossa equipe, acompanhando as cidades de comercialização espalhadas pelo país. A regra que nos guia é simples e você a encontra em todo o site: ao lado de cada preço, aparece a fonte, para você saber exatamente que régua está sendo usada.
A fonte de cada grupo de cotação
Moedas (dólar, euro, libra e outras)
De onde vem. Banco Central do Brasil, taxa PTAX, o fechamento oficial do câmbio, somada à cotação comercial que se move ao longo do dia.
Frequência. Em dias úteis. O comercial oscila em tempo quase real durante o pregão; a PTAX é consolidada e divulgada pelo Banco Central ao fim do dia.
Acompanhamos o dólar, o euro e as demais moedas pelo valor comercial que sobe e desce durante o dia e trazemos, como referência de fechamento, a PTAX calculada pelo Banco Central a partir da média das negociações do mercado. É a mesma taxa usada em contratos, balanços e liquidações, a resposta oficial para a pergunta 'quanto fechou a moeda hoje'.
Grãos, cereais e algodão (soja, milho, arroz, trigo, feijão, algodão...)
De onde vem. Indicadores de referência do mercado físico, no padrão CEPEA/Esalq, e os contratos futuros negociados na B3, a bolsa brasileira.
Frequência. Atualização em dias úteis, acompanhando o fechamento dos indicadores de cada cidade de referência.
Para os grãos existe uma régua nacional que o próprio mercado adota: o indicador de preço físico apurado no estilo CEPEA/Esalq, que reflete por quanto a saca está sendo efetivamente negociada entre quem compra e quem vende. Mostramos essa referência e, quando ajuda a leitura, o que a B3 sinaliza no mercado futuro. A nossa equipe cruza esses indicadores com o que ouve nas cidades para checar consistência e converter tudo para a unidade que você usa no dia a dia, saca, tonelada ou arroba.
Carnes, ovos e leite (boi gordo, frango, suíno, ovos, leite)
De onde vem. Indicadores nacionais de referência da pecuária, no padrão CEPEA/Esalq e B3, complementados pela apuração da nossa equipe junto às regiões produtoras.
Frequência. Dias úteis. Alguns indicadores de pecuária têm divulgação diária; outros acompanham o ritmo de fechamento de cada cidade.
A arroba do boi, o quilo do frango e do suíno, a dúzia de ovos e o litro do leite têm indicadores de referência que servem de bússola para o mercado inteiro. Partimos dessa referência nacional e a nossa equipe acompanha as cidades, os frigoríficos e as regiões produtoras para dar contexto ao número e sinalizar quando uma região foge da média, porque na pecuária a distância até o abatedouro pesa muito no preço final.
Frutas e hortaliças (banana, tomate, batata, cebola, laranja...)
De onde vem. Não há indicador público diário para a maioria desses itens, o levantamento é próprio, feito pela nossa equipe junto às centrais de abastecimento (as CEASAs) e às cidades atacadistas.
Frequência. Atualização em dias úteis, acompanhando o giro do atacado, que é onde o preço do hortifrúti realmente se forma.
Aqui é onde a nossa equipe mais põe a mão na massa. Como frutas e hortaliças não têm uma cotação oficial diária, apuramos o preço direto nas cidades de comercialização e nas centrais de abastecimento espalhadas pelo país. É um mercado que muda rápido, sensível à safra, à chuva e até ao dia da semana, por isso o valor que você vê aqui é uma referência de atacado, e não o preço da feira ou da gôndola do supermercado.
Café e cacau
De onde vem. A nossa rede especializada: os sites Cotação do Café e Preço do Cacau, da mesma casa, com o câmbio como pano de fundo.
Frequência. Dias úteis, acompanhando o pregão e o fechamento das cidades de café e de cacau.
Café e cacau são o nosso quintal: mantemos sites inteiros dedicados a cada um, com cobertura profunda cidade por cidade e tipo por tipo. Aqui no Cotação do Dia você vê o resumo do dia, arábica, conilon e a amêndoa de cacau, e, para a análise completa, é só seguir o link para a nossa rede especializada. Como os dois são fortemente influenciados pelo dólar, o câmbio entra sempre na conta do preço.
Combustíveis (gasolina, etanol, diesel, GNV e gás de cozinha)
De onde vem. ANP, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, responsável pelo levantamento oficial de preços dos combustíveis no país.
Frequência. Semanal. A ANP pesquisa os postos toda semana; atualizamos assim que o novo levantamento é divulgado.
Os preços de combustível vêm do levantamento semanal da ANP, que pesquisa os valores praticados em centenas de cidades, posto a posto, do preço médio nacional até a média do seu estado e do seu município. Por ser uma pesquisa semanal, o combustível é o único grupo que não muda todo dia por aqui: ele acompanha o calendário oficial da agência, e a gente sempre mostra a data do levantamento que está no ar.
Metais (ouro, prata, platina, paládio; bronze, cobre e sucata)
De onde vem. Cotação internacional da onça nos mercados globais, convertida para grama em reais pelo câmbio do dia; para sucata e ligas, o levantamento é da nossa equipe.
Frequência. Metais preciosos acompanham o mercado internacional em dias úteis, junto com o câmbio; sucata e ligas seguem a apuração da nossa equipe.
Ouro, prata, platina e paládio são precificados lá fora, por onça, em dólar. Pegamos essa cotação internacional e a convertemos para o que faz sentido para você, o grama em reais, usando o câmbio do dia; por isso o preço do metal sobe e desce junto com o dólar. Já bronze, cobre e sucata não têm um índice internacional de vitrine: nesses casos o preço vem do levantamento da nossa equipe junto aos ferros-velhos e às cidades que compram e vendem material.
Indicador nacional vs. preço da sua cidade
Um ponto que evita muita confusão: o número grande que aparece na maioria das cotações é um indicador nacional, uma média de referência para o país inteiro, e não necessariamente o preço fechado na porta do armazém da sua cidade. Pense no indicador como a bússola do mercado: ele dá a direção e a ordem de grandeza, o patamar em que os negócios estão acontecendo naquele dia. Mas o preço real da sua cidade se forma a partir dele e negocia para cima ou para baixo conforme o frete até o destino, a qualidade do lote, a oferta local e a briga por volume entre os compradores. É por isso que duas cidades vizinhas podem exibir valores diferentes para o mesmo produto no mesmo dia, e não há erro nisso. Quando o site mostra o preço por estado e por cidade, é justamente para aproximar a referência nacional da sua realidade; ainda assim, trate o indicador como o ponto de partida da conversa, e não como o preço cravado do seu negócio.
O frescor dos dados: sempre olhe a data
Preço velho engana, então a gente joga limpo sobre o relógio. A grande maioria das cotações é atualizada em dias úteis, acompanhando o funcionamento dos mercados: em fins de semana e feriados os pregões e as cidades param, e o número exibido é o do último fechamento, a data fica sempre visível ao lado da cotação para você não se confundir. O câmbio se move em tempo quase real ao longo do dia; grãos, carnes e metais preciosos fecham conforme suas cidades e mercados de referência. A exceção é o grupo de combustíveis: como a pesquisa da ANP é semanal, esses preços mudam uma vez por semana, e não todo dia. Olhe sempre a data e a fonte que acompanham cada cotação, elas dizem, com honestidade, quão fresco é o número que você está vendo naquele momento.
Perguntas frequentes
De onde vêm os preços do Cotação do Dia?
Com que frequência os preços são atualizados?
O preço que aparece é o da minha cidade?
Quer saber quem está por trás do site? Conheça a gente na página Sobre o Cotação do Dia.