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29/07/2026 14:33 · horário de Brasília
Cotação do DiaO preço do dia de moedas, metais e produtos do campo

Calendário de safra e colheita no Brasil

Quando cada produto do campo é plantado e colhido, e por que isso mexe no preço. Na colheita a oferta sobe e o preço tende a ceder; na entressafra a oferta aperta e o preço sobe.

O calendário de safra é a forma mais direta de antecipar preço no campo. A lógica é a mesma para o grão, a fruta e a hortaliça: quando a colheita entra forte, muito produto chega ao mercado ao mesmo tempo, a oferta cresce e o preço tende a cair. No pico da colheita esse peso é maior. Depois, com o estoque escoando, a oferta diminui e a entressafra costuma trazer preços mais firmes.

Abaixo você vê, para cada cultura, a época de plantio, a de colheita e o pico da safra na principal região produtora, além de uma leitura de como aquele momento costuma influenciar a cotação. As datas são uma referência das principais cidades; o Brasil é continental e o clima desloca o calendário de uma região para outra.

Plantio Colheita Pico da colheita Meses: J F M A M J J A S O N D (janeiro a dezembro)

Grãos, cereais e oleaginosas

Mato Grosso e Centro-Oeste

No pico da colheita (fev-mar) a oferta abundante pressiona o preço para baixo.

Mato Grosso (2ª safra/safrinha) e Sul

Com a entrada da safrinha (jun-ago) a oferta cresce e o preço tende a recuar.

Rio Grande do Sul

Na colheita gaúcha (mar-abr) a oferta sobe e o preço cede.

Paraná, Minas Gerais e Goiás

As três safras anuais distribuem a oferta e amenizam os picos, mas entressafras curtas encarecem o grão.

Paraná e Rio Grande do Sul

Na colheita do Sul (out-nov) a oferta nacional cresce e pressiona o preço.

Mato Grosso e Bahia

A colheita concentrada no inverno (jul-ago) amplia a oferta de pluma e pesa no preço.

Goiás e Centro-Oeste

Colhido no meio do ano como safrinha, o sorgo se valoriza quando o milho encarece.

Rio Grande do Sul e Paraná

A oferta se concentra na primavera do Sul, quando o preço tende a aliviar.

Rio Grande do Sul e Paraná

A colheita de primavera aumenta a oferta e costuma ceder preço, acompanhando o óleo de soja.

São Paulo

A colheita paulista no outono (mar-abr) aumenta a oferta e alivia o preço.

Minas Gerais

No pico da colheita do arábica (jun-ago) a oferta cresce, mas a bienalidade alterna anos de alta e baixa no preço.

Frutas

Bahia e Pará

Colhido quase o ano todo, com pico da safra principal entre out e jan, quando a maior oferta tende a ceder preço.

São Paulo e Triângulo Mineiro

No auge da safra (jul-out) a oferta abastece a indústria de suco e o preço da fruta tende a recuar.

Serra Gaúcha (RS) e Vale do São Francisco (PE/BA)

A colheita de verão na Serra Gaúcha concentra a oferta e pressiona o preço da uva de mesa.

São Paulo, Santa Catarina e Bahia

Colhida o ano inteiro, tem preço mais firme no frio e mais fraco no calor, quando a oferta cresce.

Vale do São Francisco (PE/BA)

Com irrigação o Vale produz o ano todo; nos picos de safra a maior oferta reduz o preço.

Espírito Santo e Bahia

A produção contínua o ano todo mantém o preço estável, com leve alívio no verão.

Goiás, Rio Grande do Sul e Bahia

A colheita de verão (dez-fev) inunda o mercado e derruba o preço.

Rio Grande do Norte e Ceará

O pico da safra nordestina no fim do ano, voltada à exportação, amplia a oferta interna e alivia o preço.

Pará e Paraíba

A maior oferta no calor (dez-fev) tende a baixar o preço, que sobe na entressafra fria.

Hortaliças

Goiás, São Paulo e Minas Gerais

Com colheita escalonada o ano todo, o preço dispara nas chuvas de verão e cede na safra de inverno.

Minas Gerais, Paraná e São Paulo

As três safras cobrem o ano; na safra de inverno (jul-set) a maior oferta tende a baratear o tubérculo.

Santa Catarina, São Paulo e Bahia

A oferta nacional cresce no segundo semestre e cede preço; a entressafra do início do ano encarece o bulbo.

Minas Gerais, São Paulo e Bahia

A safra de inverno (jul-set) traz maior oferta e melhor qualidade, com preço mais baixo que nas chuvas de verão.

Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul

A colheita nacional na primavera aumenta a oferta, mas a concorrência do alho importado é quem baliza o preço.

Cana e outros

São Paulo (Centro-Sul)

Durante a moagem do Centro-Sul (abr-nov) a oferta de açúcar e etanol cresce e influencia os preços.

Como usar na prática: se você compra, a entressafra é quando o preço aperta, vale se planejar antes. Se você vende, o pico da colheita costuma ser o momento de maior pressão; acompanhe a cotação do dia para escolher a hora.

Safra e preço: a relação que move o mercado

Oferta e demanda decidem o preço, e a safra é o grande gatilho da oferta. Num produto sazonal como a soja ou o trigo, a colheita se concentra em poucos meses: nesse período o mercado fica cheio, os armazéns enchem e a cotação recua. Em culturas colhidas o ano todo, como a banana e o mamão, a variação é mais suave, mas ainda existe, a fruta fica mais barata no calor, quando a produção acelera, e mais cara no frio.

A entressafra é o outro lado da moeda. Com a colheita encerrada e os estoques diminuindo, a oferta aperta e quem precisa comprar disputa um volume menor: o preço sobe. Por isso o calendário de safra é uma ferramenta de decisão, e não só de curiosidade, ele ajuda o produtor a escolher a hora de vender e o comprador a antecipar a alta antes que ela chegue.

Perguntas frequentes

O que é o calendário de safra?
É o mapa das épocas do ano em que cada produto do campo é plantado e colhido nas principais regiões produtoras do Brasil. Serve para entender quando a oferta aumenta (na colheita) e quando ela aperta (na entressafra), os dois momentos que mais mexem no preço.
Por que o preço tende a cair na colheita?
Porque a colheita joga muito produto no mercado de uma vez. Com a oferta alta e a demanda mais ou menos estável, o preço cede. No pico da colheita esse efeito é mais forte. Passada a safra, o estoque vai secando, a oferta diminui e o preço volta a subir na entressafra.
As datas valem para o Brasil inteiro?
Não exatamente. O calendário mostra a época da principal região produtora de cada produto, mas o Brasil é continental: a mesma cultura pode ser plantada e colhida em meses diferentes no Sul, no Cerrado ou no Nordeste irrigado. Use como referência geral; clima e região deslocam as datas.

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Épocas de plantio e colheita das principais regiões produtoras, compiladas pela nossa equipe a partir dos calendários agrícolas de referência. São datas indicativas: clima, região e manejo deslocam o calendário. Valores e cotações são informativos.